Fala galera do Rock Alive Brasil, beleza?!
Hoje o site exibe a entrevista feita com os caras da banda Armahda. Pessoal,
obrigado por conceder esse bate-papo com o Rock Alive!
 |
| Armahda/Divulgação |
1
– Em pouco tempo de banda vocês lançaram o álbum de estreia.
Como foi o processo de produção do disco?
Renato:
Costumamos dizer que esse processo começou diferente de outras
bandas. Normalmente se forma uma banda, começam os ensaios fazendo
covers de bandas de comum interesse e depois começam composições
próprias. No nosso caso foi o contrario. Eu e o Mauricio já nos conhecíamos há muitos anos, chegamos a fazer alguns ensaios em 2000
ou 2001. Desde essa época tínhamos ideias de músicas e letras, mas
por vários motivamos só voltamos a dar prioridade nisso em 2011.
Juntamos as ideias todas e vimos que tínhamos um tema a seguir, um
conceito. Então começamos a pré-produzir o que já tínhamos e
elaborar mais musicas. A ideia inicial era gravar tudo isso que
estava 'parado'. Isso resultou em 13 faixas que compõem nosso álbum
de estreia, lançado em dezembro de 2013. Tivemos a grande ajuda do
Rafael Zeferino do AudioFusion Studio que mixou, co-produziu,
masterizou e gravou a bateria. Agora em 2014, temos nossos amigos
tocando conosco: João Pires, Ale Dantas e Paulo Chopps.
2
– Ouvindo o trabalho da banda, o que chamou mais a atenção foi
que as letras são baseadas em fatos históricos ocorridos no Brasil.
Como vocês tiveram essa ideia?
Maurício:
Meu interesse por história do Brasil foi despertado por meu avô,
aposentado do exército, em minha infância. Suas histórias com os
índios quando serviu nas fronteiras do país, os personagens
históricos que conheceu (presidentes, reis, rainhas, ministros,
políticos, marechal Rondon, Haile Salassie, combatentes da Guerra da
Tríplice Aliança contra o Paraguai e outras guerras), suas missões
militares ligadas à arqueologia, segredos de Estado por ele
conhecidos, foram importantes para chamar minha atenção. Minha
geração infelizmente foi vítima de um fraco ensino da História do
Brasil nos colégios, mas as aulas de meu avô e também de cursos
preparatórios para o vestibular abriram minha mente para os
diferentes pontos de vista quanto à história nacional.