quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Rock Alive entrevista: Ariel Coelho

Fala galera, acompanha o Rock Alive Brasil!

Hoje, trazemos para vocês, a entrevista que fizemos com o músico e professor de canto, Ariel Coelho.

Confiram abaixo!

RA – Quem é o Ariel Coelho?

AC – Vixe, pergunta difícil, mas vamos lá! O Ariel Coelho é cantor profissional (há 23 anos) apaixonado pela riqueza de sonoridades/possibilidades da voz humana, "multinstrumentista", professor de canto e técnica vocal há 18 anos.

Membro da Associação Brasileira de Canto (ABC), da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), da Federação Iberoamericana de Pesquisas da Voz Cantada e Falada (FIVCH), criador e coordenador do Curso Livre de Técnica Vocal Aplicada ao Rock (único no mundo exclusivamente criado e desenvolvido para tal finalidade, com sede em Florianópolis/SC e células em São Paulo/SP, Niterói/RJ, Curitiba/PR e Blumenau/SC), do Instituto Rock Voice (Centro de Excelência em Formação Integral de Rock Singers, sede em Florianópolis/SC) e lead vocal das bandas CODA Classic Rock (Fpolis/SC) e Brazilian Pink Floyd (Fpolis/SC).

De resto, é um assumidamente obcecado pelo conhecimento e pela ciência, tendo se graduado e pós-graduado em Psicologia, em Relações Públicas, especialista em Ciências Criminais, ex-professor de filosofia e sociologia, tendo feito aprofundamento de estudos em Filosofia da Ciência com ênfase em Antropologia Cultural, Epistemologia e Ontologia (nível de especialização).

RA – O que o levou a dar aulas de canto aplicadas para o Rock?

AC – Bom, eu leciono técnica vocal para o canto popular desde 1996. E deste então me deparei com uma enorme lacuna deixada pelas pedagogias vocais tradicionais relativamente à compreensão e ensino das inúmeras técnicas vocais presentes no canto rocker, desde as suas origens. Isso porque a esmagadora maioria dos professores brasileiros de canto e/ou técnica vocal foca suas atividades pedagógicas exclusivamente no ensino das técnicas utilizadas e desenvolvidas para o canto erudito e suas derivações; e os que se aventuram no ensino das técnicas vocais aplicadas ao canto popular, ou por desconhecimento, ou por falta de preparo mesmo, subestimam as técnicas vocais aplicadas ao rock e seus subgêneros. Não é de surpreender, pois, que encontremos em todo o país, não mais do que meia dúzia de profissionais razoavelmente instruídos em pedagogia vocal rocker.

E antes que alguém alarde conhecer vários e vários professores que ensinam técnicas para se cantar rock no Brasil, cabe chamar a atenção para a crucial diferença entre o "professor que canta/ensina" e o "professor que ensina/canta/ensina". Ou seja, uma coisa é ter como professor (a) um (a) bom (a) cantor (a) que lá pelas tantas resolveu passar adiante "as suas técnicas", encarnando aí a figura de professor; outra bem diferente é termos como professor (a) um profissional da pedagogia vocal efetivamente, que além de contínua lapidação didático-pedagógica (formação acadêmica continuada), busca na prática do seu canto e docência o aprimoramento constante de sua metodologia de ensino (campo experimental). No primeiro caso, não se ultrapassa o campo da empiria, onde o grau de adequação das técnicas ensinadas está estritamente relacionado ao perfil vocal do aluno e, não obstante, o grau de eficácia didático-pedagógica do cantor/professor está diretamente relacionado ao seu nível de desenvolvimento proprioceptivo. Já no segundo caso, adentramos no campo pedagógico vocal enquanto um saber científico, com todos os seus nuances e matizes teórico-metodológicos.

E cabe ressaltar também que a situação é ainda mais agravada pelo fato de que o acesso no Brasil ao processo de ensino-aprendizagem vocal rocker é bastante restrito, seja por falta de recursos financeiros para se adquirir material ou para estudar noutras cidades ou mesmo estados da federação, seja pela falta de profissionais preparados para o ensino de tais técnicas. E foi como resposta a esta enorme lacuna da/na pedagogia vocal brasileira que desde 1996 venho direcionando gradativamente todos os seus esforços didático-pedagógicos para uma verdadeira e sólida sistematização teórico-metodológica em Técnica Vocal Aplicada ao Rock.


RA – Hoje, o surgimento de novas bandas de rock e metal vem crescendo muito no Brasil, na sua opinião os (as) vocalistas dessas bandas estão preparadas musicalmente para isso?

AC – Primeiro é preciso registrar que independentemente do nível de preparo técnico-musical dessas bandas, esse surgimento exponencial é algo realmente muito positivo para o fomento ao cenário rock/metal do nosso país. Mas com relação aos aspectos técnico-musicais dessas novas bandas, infelizmente se percebe que uma parte significativa carece de investimentos mais robustos no seu processo de formação e aprimoramento. E isso se estende às questões de ordem estratégico-empresariais, o que as deixa sempre de mãos atadas com os atravessadores de plantão de toda natureza. Pois bem, listo aqui alguns pontos que, a meu ver, são fundamentais aos vocalistas dessas bandas, bem como aos demais candidatos à rock singers:

(1) Jamais confundir estilo de vida rocker com indisciplina;
(2) Combater diária e assiduamente a ansiedade, não permitindo que a mesma ofusque o processo de ensino-aprendizado vocal, com todo o seu esquema passo-a-passo; e acabe lhes impelindo ao sempre permissivo jogo do passo-maior-que-a-perna;
(3) Estudar canto e/ou técnica vocal com professores de canto popular devidamente habilitados para o ensino seguro das técnicas vocais próprias do canto rock;
(4) Ser organizado, focado e disciplinado nos treinos diários de canto e/ou técnica vocal;
(5) Investir constantemente no seu alargamento estético-vocal (crossover estético-vocal);

(6) Investir constantemente no seu aprimoramento musical (instrumentos, história da música, teoria musical, percepção musical, composição, etc.);
(7) Investir constantemente no seu aprimoramento antropológico-musical-rocker (história do rock com todas as suas vertentes, biografias, etc.);
(8) Investir constantemente no seu aprimoramento artístico (teatro, dança, performance, etc.); 
(9) Investir constantemente no seu aprimoramento tecnológico-musical (microfones de qualidade, sistemas de monitoração com ou sem fio adequados, pedaleiras de efeito, etc.); e (10) Cuidar diária e assiduamente das suas saúdes física e psicológica.

RA – Muito se ouve que os melhores vocalistas de bandas são da região Sul do Brasil, comente sobre isso.

AC – É fato que o sul do país concentra um bom número de vocalistas bastante competentes do ponto de vista técnico-vocal. Mas também é fato que temos vocalistas tecnicamente excepcionais em todas as regiões do país. E, no fundo, o que tenho percebido é que instalara-se noutrora entre os vocalistas de rock brasileiros uma espécie de síndrome do rock star, desdobrando numa agressiva corrida do ouro, onde um precisa por princípio eliminar o outro para bem poder reservar/preservar o seu lugar ao sol. E isso acabou gerando um bairrismo vocal, onde a disputa de egos transcende às questões propriamente musicais e técnico-vocais. Contudo, o advento da internet e a consequente relativização cultural provocaram algumas mudanças importantes no comportamento desses mesmos vocalistas; e agora se percebe um desejo coletivo de juntar forças em prol de algo maior: o fomento da própria cultura rocker no país.

E é para exatamente atender esta demanda que estamos organizando o 1° Encontro Brasileiro de Profissionais da Voz Rock para março desse ano (dias 15 e 16), em São Paulo/SP, numa parceria com o Conservatório Souza Lima. Serão dois dias inteiros de debates, trocas de ideias, workshops, masterclasses, painéis, mesas redondas, videoconferências, shows, com aproximadamente 20 profissionais da voz rock, dentre eles professores de canto, de técnica vocal, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos e, claro, muitos rock singers. Mais informações nas redes sociais.

RA – Aqui em São Paulo, há alguma filial do Instituto Rock Voice?

AC – O Instituto Rock Voice (IRV) nasceu do Rock Voice – Grupo de Estudos sobre Técnica Vocal Aplicada ao Rock, por sua vez criado em dezembro de 2009, com a finalidade de produzir conhecimentos relacionados à técnica vocal aplicada ao rock, bem como sistematizar os já existentes. Seus objetivos são (1) a estruturação de um banco de dados com todo tipo de material disponível sobre técnica vocal aplicada ao rock, em âmbito mundial;

(2) a produção de novos conhecimentos acerca da técnica vocal aplicada ao rock, através de projetos de pesquisa acadêmica; (3) a sistematização dos conhecimentos disponíveis acerca da técnica vocal aplicada ao rock, no sentido de construir uma pedagogia vocal rocker cientificamente consistente; (4) a unificação dos esforços dos estudiosos da técnica vocal aplicada ao rock;

(5) a formação/qualificação dos professores de técnica vocal aplicada ao rock; (6) a qualificação profissional dos cantores (as) de rock e seus subgêneros; e (7) a integração dos cantores (as) de rock e seus subgêneros.

De resto, o IRV, embora sediado em Florianópolis/SC, conta com pesquisadores espalhados por todo o território brasileiro e com alguns colaboradores (nacionais e internacionais). E já estamos sim estudando minuciosamente a implantação de filiais do IRV nas principais cidades brasileiras, dentre elas São Paulo/SP. Mas por ora, apenas eu próprio tenho desenvolvido mensalmente algumas atividades docentes na capital paulista (mais informações no manager@arielcoelho.com.br).

RA – Qual a diferença do canto erudito para o Rock?

AC – Para entendermos bem essa questão, é preciso antes esclarecer a diferença e as relações existentes entre a estética vocal e a técnica vocal. Pois bem, os modernos estudos de Antropologia Vocal (e eu assumo aqui publicamente a paternidade da criança... hehe) nos mostraram que estes dois fenômenos não são a mesma coisa (e tratá-los assim constitui/constituiu um gravíssimo erro histórico em termos de ciência e pedagogia vocal) e as suas relações, ao fundo, se estabelecem no seio de um fenômeno maior chamado crossover técnico-vocal, uma prática absolutamente comum e mesmo essencial no processo de desenvolvimento das mais diversas estéticas vocais e as suas técnicas vocais subjacentes.

O fato é que ao lançarmos um olhar antropológico sobre a história do uso da voz humana para finalidades artísticas, verificamos que primeiro surgem as estéticas vocais, com todos os seus nuances e matizes (por exemplo, o jeito de cantar das lavadeiras enquanto executavam o seu trabalho ao ar livre; dos escravos que expressavam toda a sua dor e indignação quando se juntavam na senzala; dos cantores que animavam as festividades ou mesmo reuniões nos antigos palácios imperiais e/ou aristocráticos pelo mundo a fora; dos índios, etc.).

E somente depois é que surgem as técnicas vocais, como tentativas de se manter, aperfeiçoar e mesmo perpetuar as estéticas vocais subjacentes.

Não obstante, se verifica ainda que, na medida em os povos vão se misturando (migração, socialização, globalização, etc.), ocorre uma verdadeira miscigenação estético-vocal, desdobrando num alargamento técnico-vocal dos cantores, de um modo geral; e isso acaba resultando no surgimento de novas estéticas vocais. Trata-se de um movimento antropológico cíclico, cuja estética vocal constitui-se sempre como início-fim e fim-início. Como um bom exemplo desse fenômeno, temos o surgimento/desenvolvimento do teatro musical, onde para a execução das obras, os (as) cantores (as) acabam se utilizando – ainda que às vezes, de modo deveras intuitivo – tanto de técnicas vocais específicas do canto erudito (técnica belcantista, por exemplo), quanto àquelas técnicas vocais cujas sonoridades produzidas, dito grosso modo, enfileiram-se mais à estética do canto popular (belting, mixed voice, drives, para citar algumas).

E acrescentaríamos, pois, que é exatamente pela elasticidade estética do canto popular que a prática do crossover técnico-vocal no âmbito do teatro musical se tornou possível. Por fim, o mesmo ocorre na Técnica Vocal Aplicada ao Rock (e essa é a diferença crucial entre o canto erudito e o canto rocker): dada a elasticidade da estética vocal rocker (enquanto subgênero do canto popular), a prática do crossover técnico-vocal é lugar comum entre/para os rock singers (diferentemente dos cantores eruditos).

RA – Quais são os exercícios mais utilizados durante as aulas?

AC – Então, considerando que a principal característica técnica do canto rocker é exatamente a sua plasticidade vocal, um bom caminho metodológico é investir pesadamente no processo de alargamento estético-vocal (quanto mais experiências estético-vocais tivermos e cada qual com as suas técnicas subjacentes, mais memórias musculares de diferentes possibilidades de arranjos fisiológicos nós teremos), que passa pela construção de um repertório de estudo estrategicamente escolhido para cumprir a função (sendo que esse mesmo repertório vai sendo retroalimentado gradativamente);

Em um trabalho minucioso de higienização técnico-fisiológica (exercícios/laboratórios de sensibilização proprioceptiva); e readequação dos arranjos fisiológicos empregados (esquemas vocais, efeitos vocais, etc.).

Os conhecidos vocalizes aqui ganham nova roupagem e são implementados no conjunto do treinamento de acordo com as suas funções fisiológicas subjacentes (de acordo com os estudos da novíssima Antropofisiologia Vocal; e mais uma vez assumo a criança... hehe).

RA – Quais dicas são dadas quanto ao cuidado com a voz?

AC – Pois bem, sempre que se fala ou pensa em cantores (as) de rock, uma das primeiras coisas que nos vem à mente é a questão da saúde vocal desses profissionais. Afinal, cantar rock sem se “arrebentar” não é uma das tarefas mais fáceis! Não bastasse o desgaste de todo o trato vocal em si, o corpo todo “sofre” com as exigências técnico-estéticas do rock (apoio diafragmático, mecanismos de fonoarticulação, coordenação fonorespiratória, ajustes de filtro, efeitos vocais, performance de palco, interpretação textual, etc.). Então, partindo do pressuposto de que cantar rock é uma atividade extremamente desgastante para todo o organismo, o condicionamento físico generalizado constitui-se numa condição básica para o (a) rock singer.

E com o termo condicionamento físico queremos mesmo dizer que deve o (a) cantor (a) exercitar constantemente todo o seu corpo, de modo a deixá-lo em condições de suportar toda a carga energética exigida no/pelo canto rocker. Para melhor ilustrar essa especificidade do canto rocker, evocaremos aqui o modelo militar de treinamento: o fato é que os militares treinam praticamente o dia inteiro para sempre que for preciso, estarem preparados. E o mesmo ocorre com o (a) cantor (a) de rock: ele (a) precisa estar preparado em tempo integral para a “guerra”, por assim dizer. A preparação física do (a) cantor (a) de rock inclui sessões diárias de alongamentos e de práticas corporais que visem à tonificação da musculatura como um todo. E aqui é importante registrar que segundo a literatura clássica de técnica vocal, além de um programa regular de exercícios físicos aeróbicos e de repouso adequado (o que inclui a questão da qualidade do sono), a natação e o caminhar são as práticas corporais mais indicados para o (a) cantor (a), de modo geral; e que se deve evitar o tênis, o basquete, o vôlei, o levantamento de peso, o boxe e a musculação, pois causam muita tensão muscular na região do pescoço, costas, ombros e tórax. É fato.

Contudo, inúmeras pesquisas mostram de que não importa o tipo de exercício físico que se faça, bastando manter uma prática diária e qualitativamente satisfatória de exercícios de alongamentos/relaxamentos para que as tensões subjacentes se dissipem. Nesse sentido, não é de surpreender que a história do rock esteja repleta de exemplos de expressivos lead vocals que são ou foram praticantes de exercícios contraindicados pela literatura clássica de técnica vocal e que, no entanto, conseguem/conseguiram manter um padrão técnico-vocal satisfatório. Para citar apenas alguns, temos o Bruce Dickinson que pratica esgrima, o Alice Cooper, o Brian Johnson e o Tim Ripper que praticam golfe, o Geddy Lee que pratica tênis e o Eddie Vedder que surfa e joga basketball.

Então, como bem podemos ver ser cantor (a) de rock exige uma série de cuidados com todo o organismo (alimentação, hidratação, higiene, respiração, postura, exercícios físicos de condicionamento e relaxamento, exercícios técnico-vocais específicos, acompanhamento médico especializado, etc.), sendo que ele (a) deve ainda saber lidar com situações de competição sonora (ensaios, shows, ambientes ruidosos, etc.), de alterações climáticas (ar condicionado, climas regionais, etc.), de alterações hormonais (idade, ciclos menstruais, gravidez, menopausa, medicação, etc.), dentre outras. Por fim, a principal ferramenta do (a) rock singer para cuidar da sua voz – mantendo de um modo fisiologicamente adequado a sua eficiência e longevidade – é o pleno domínio da própria técnica vocal rock em si mesma!

E aí galera curtiram?

Então sigam o Ariel Coelho no Facebook, e fiquem atentos, pois logo mais postaremos em nossa fanpage sobre o workshop a ser realizado em São Paulo.

Confiram um dos videos do professor/músico fazendo workshow, com a música Painkiller - Judas Priest.


See You Soon!!!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Golpe de Estado: Falecimento de Hélcio Aguirra

Fala galera, que acompanha o Rock Alive!

Deixemos aqui a nossa nota de pesar ao falecimento do lendário guitarrista Hélcio Aguirra, do Golpe de Estado.

A notícia nos pegou de surpresa, nossa equipe expressa seus sentimentos aos familiares e companheiros de banda.

Hélcio Aguirra, uma pessoa excepcional, incrível, simpática e muito atenciosa, nos deixou para fazer o seu som com uma outra galera, mas aqui em nossas mentes e corações tocará para sempre e nos deixará impressionados com seus solos de guitarra.

Sem mais, 

Confira aqui a entrevista que Dino Linardi e Hélcio Aguirra, concederam ao Rock Alive em março/2013.
"Videoentrevista"


See You Soon!!!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Ariel Coelho no Rock Alive

Fala galera, que acompanha o Rock Alive!

Conforme informado anteriormente, aqui está o release do professor de técnica vocal aplicada ao Rock, Ariel Coelho, de Santa Catarina (SC).


Ariel Coelho/Divulgação
Ariel Coelho ensina técnica vocal para o canto popular desde 1996. De lá pra cá tem ministrado cursos, oficinas, workshops e workshows em diversas cidades brasileiras.
Como resposta a uma enorme lacuna na pedagogia vocal brasileira, desde 1996 o Prof. Ariel Coelho vem direcionando gradativamente todos os seus esforços didático-pedagógicos para uma verdadeira e sólida sistematização teórico-metodológica em Técnica Vocal Aplicada ao Rock.
Nessa direção, idealizou e criou o único curso no mundo cujo corpo teórico-metodológico foi desenvolvido especificamente para o canto rocker, com todas as suas características técnico-vocais.
Fundou o INSTITUTO ROCK VOICE (Centro de Excelência em Formação de Rock Singers), com sede em Fpolis/SC.
Oferece cursos: presenciais, EAD, Oficinas Temáticas, Cursos Modulares de Formação, Sessões de Coaching, Workshops e Workshows.
Ariel Coelho/Divulgação

A sede do curso fica na capital catarinense (Florianópolis) e tem o objetivo instrumentalizar cantores e cantoras para o uso adequado das técnicas vocais aplicadas ao canto popular, com ênfase especial no rock e seus subgêneros.

De resto, se firma como único do Brasil a investir na formação integral dos seus alunos (09 disciplinas complementares) e atualmente, através de parcerias institucionais oferece formação básica (formato modular) em Blumenau/SC (Escola de Música do Teatro Carlos Gomes), Criciúma/SC (Instituto de Música Gilson Naspolini), São Paulo/SP (Do It Studio) e Niterói/RJ (MusiCanto),  Curitiba/PR, Porto Alegre/RS e Belo Horizonte/MG.


Ariel Coelho/Divulgação

Ariel Coelho, coordenador e professor do Curso Livre de Técnica Vocal aplicada ao Rock, é cantor profissional há 23 anos, multinstrumentista, professor de canto e técnica vocal há 18 anos, membro da Associação Brasileira de Canto – ABC, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa, da Federação Iberoamericana de Pesquisas da Voz Cantada e Falada – FIVCH.

Criador e coordenador do Curso Livre de Técnica Vocal Aplicada ao Rock e lead vocal das bandas CODA Classic Rock e Brazilian Pink Floyd.



Mais Informações em:

 E aí curtiram? Então fiquem ligados que logo mais vem novidades por aí!
See You Soon!

Feliz 2014... De volta aos trabalhos.... E muito Rock' n Roll

Fala galera, que acompanha o Rock Alive !!!

Feliz Ano Novo!

E aí curtiram as festas? Quais são os planos para 2014?

Nós do Rock Alive, já podemos dizer que esse ano terá muita coisa.... (nãoooo!) BASTANTE NOVIDADES (hahaha) para vocês.

E já começamos a divulgação do release do professor de canto Ariel Coelho de Santa Catarina (SC).


Fiquem ligados que logo mais postaremos novidades!!


See You Soon!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

RocktrospecitivAlive - 2013 - Rock Alive Brasil


Fala galera, que acompanha o Rock Alive!!!

E chega ao fim mais um ano. 2013 foi tudo de bom, o Rock Alive conquistou e ganhou mais público.
  

É algo que eu, Mari Lima, tenho muito orgulho de dizer e gritar aos quatro cantos do mundo, que um trabalho só é bem feito, quando você tem gosto pelo o que faz, e no caso do Marco Lopes e eu, nossa parceria tem sido assídua. Unir a imagem, jornalismo diferenciado, divulgações e o amor pela música e toda a sua vertente, dá o resultado que tivemos em 2013.

Ao longo de 2013, conhecemos muitas bandas e som de qualidade. Então vamos começar!!

Torture Squad

11.01 No comecinho de Janeiro, nós cobrimos o show do Krisium com o Torture Squad, que aconteceu no Sesc Pompéia. Foi demais as apresentações.

20.01 No mesmo mês, divulgamos o novo horizonte da banda Underless, saindo do cover do Evanescence e iniciando músicas próprias.



22.01 O guitarrista da banda Andragonia, Thiago Larenttes também foi notícias no Rock Alive. Fomos um dos primeiros sites a divulgar o novo videoclipe do músico à época.

28.01 Agora foi a vez de a banda Andragonia lançar o videoclipe da música Threshold. A música faz parte do álbum Memories, lançado no ano passado.

30.01 Acompanhamos a banda Setor 8 – a época ainda eram conhecidos por No Inteendo – na primeira gravação ao vivo de cd, que contou não só com músicas próprias, mas também com covers como Raimundos, CPM 22 e Cueio Limão.

Deixando Janeiro para trás, fevereiro chegou quebrando tudo (e põe quebrando tudo, rs!)!

Equipe Rock Alive e Carro Bomba

04.02 Carro Bomba chegou “cantando pneu, na hora errada, caixa de brita, queimou a largada!” e tocou “O Foda-se” no Sesc Belenzinho.

08.02 Finalmente a banda Profana, retornou aos palcos após as férias de mais ou menos um mês e meio. O show aconteceu na NewsClub, e a banda tocou seus maiores sucessos: A passagem, Protótipo, Minha Selva entre outros.


18.02 A banda Sinera, compareceu ao Rock Alive, compartilhando um pouco da história deles conosco.

E fechamos o mês de fevereiro com o release do Makinária Rock, e começamos março com muito punk rock.

05.03 Anunciamos a 3ª edição do Reação Underground, que acontece sempre em Itaquera – Zona Leste.

06.03 O Brasil recebe a pior notícia para o mundo do rock nacional. Um dos ícones do rock brasileiro, Chorão é encontrado morto em seu apartamento em SP. A notícia chocou não só aqueles que tomaram conhecimento da banda recentemente, mas a todos que os seguiam desde o primeiro sucesso. Chorão deixou um imenso vazio no rock nacional.

 
Golpe de Estado e Mari Lima

18.03 O Makinária Rock concedeu entrevista ao Rock Alive, contando um pouco mais sobre a história da banda, e os objetivos para 2013.

24.03 Cobrimos o show da banda Golpe Estado, que foi realizado no Centro Cultural de São Paulo. O show da banda foi um arraso, Dino Linardi arrasou nos vocais.


Deixando março e chegando em abril, vem reconhecimento internacional!

08.04 A banda russa Cold Sight, entrou em contato conosco para solicitar divulgação de release e entrevista. E o resultado foi de várias visitas ao Rock Alive, de abril até agosto. :)

22.04 A banda Andragonia, nos concede entrevista e falam sobre o novo baixista Tony Laet e sobre o novo videoclipe Threshold.

29.04 Já no finalzinho de abril, quem chegou por aqui foi a banda D’Coding, e seu som decodificado.

Começando maio...

05.05 Divulgamos o primeiro videoclipe da banda Makinária Rock, gravado pelo nosso videomaker Marco Lopes.

07.05 Foi a vez dos cariocas do Left Hand marcarem presença aqui no Rock Aive.

24.05 Recebemos e divulgamos o release da banda polonesa Unsun. \o/

Sanctorium
24.05 O guitarrista da banda Andragonia, Cauê Leitão, lançou seu novo videoclipe e divulgamos em nossa homepage.

30.05 Mais uma conquista internacional. O Rock Alive entrevistou a banda de São Petersburgo -Rússia– Sanctorium.

Maio ficou para trás e vem chegando junho...

05.06 A banda das meninas do Constantine concede entrevista ao Rock Alive.

11.06 Encontramos o Angels Holocaust, que nos enviou o release da banda.

18.06 Foi a vez do Rock Acoustic Concert conquistar espaço em nossa homepage.

21.06 O Rock Alive, participou do evento IMCITA – Ocupa a Praça; movimento cultural da zona leste.

24.06 Fechamos o mês de junho com a entrevista do Angels Holocaust na homepade do Rock Alive Brasil.

Tchau junho, pode vir mês do Rock!! \o/

01.07 Quem abre o calendário de julho foi o Rock Acoustic  Concert, o projeto dos primos (gêmeos) Junior Lopes e Nan Torres, que são conhecidos por seus vídeos no youtube, tocando músicas de suas bandas favoritas.

08.07 A banda da grande São Paulo, Kontraregras também passou pelo Rock Alive.

11.07 Cobrimos o evento Estação Jovem, realizado em São Caetano, que contou com as bandas Dancin of Days, Instinto, Hateen entre outras. Entrevistamos o Ricardo Japinha, o baterista mais falado entre as bandas de rock da atualidade.

23.07 Quem passou por aqui também e fechou o mês de julho, foi o produtor Montanha, mostrando como é a produção no Brasil, e sua opinião sobre as novas bandas;

Chegando agosto...

Ossos de Marfim

09.08 A banda Ossos de Marfim, chegou em nossa área, contando sobre a nova formação da antiga Profana, com os vocais femininos de Karol Fernandes.

16.08 A Oblivium, de Piracicaba também marcou presença aqui no Rock Alive.




22.08 O site completa 3 anos de vida. Claro, foram três anos de muitos textos, e mudanças de nome até chegarmos ao Rock Alive Brasil, hoje conhecido não só no Brasil, mas em várias partes deste globão!! Vida Longa ao Rock Alive!!! \o/

23.08 Ossos de Marfim concede entrevista à nossa equipe e contam sobre os projetos da banda ainda em 2013.

30.08 A banda Sharyot tem seu release divulgado em nossa homepage.

Um pequeno hiato até a chegada do meio de setembro...
MindFlow

26.09 Rock Alive faz a cobertura da 30ª edição da ExpoMusic, em São Paulo.

Com cobertura exclusiva do show do Mindflow e EX4, tiragem de fotos da banda Oblivium com participação de Junior Lopes (Rock Acoustic Concert – RAC) e divulgação da empresa Arranjei.com .


30.09 Divulgamos nota na qual o Mindflow supera 1 milhão de views  em videoclipe no Youtube.

Tchau setembro... Pode vir outubro!!

03.10 Oblivium concede entrevista ao site, e conta como a banda surgiu e os projetos para 2013.

09.10 Filho e amigos de Chorão – Charlie Brown Jr. – lançam videoclipe – “Um dia a gente se encontra” em homenagem ao músico, falecido em março de 2013.

24.10 Banda Ossos de Marfim, faz homenagem ao músico e professor David Matos, falecido em no mesmo mês.

29.10 Angra anuncia show de celebração aos 20 anos do álbum Angels Cry.

Até breve outubro, pode chegar novembro!

10.11 Rock Acoustic Concert se apresenta pela primeira vez em Piracicaba.

19.11 Banda Setor 8 apresentou-se no CEU Jambeiro, ao lado das bandas Ossos de Marfim e Makinária Rock, lançando suas novas música e descontraindo o público.

Novembro passou como uma garoa em SP, e bem rápido chegou... enfim... dezembro.

Spasmus
06.12 Quem deu as caras por aqui foi a banda hard rock e heavy metal Spasmus, contando sobre os projetos para 2013/14, composições e opinião sobre a distribuição de músicas na internet.

10.12 Os fãs de HIM, tem motivo a mais para sair cantando as músicas da banda por aí. A banda anunciou que fará apresentação única em SP, no HSBC Brasil no dia 30 de março de 2014.

11.12 Divulgamos o release da banda Argos!

13.12 Em primeira mão, fomos o primeiro site a entrevistar Raphael Dantas, novo vocalista da banda Andragonia e ex-Caravellus.

E para fechar o ano com chave de ouro, no dia 17.12 a equipe do Rock Alive Brasl, cobriu o fim da Tour “The Turn Of The Lights” de André Matos. O show foi realizado no Carioca Club, com VoodooPriest como banda de abertura.
André Matos
Palavras da equipe Rock Alive

Mari Lima: Haha 2013 foi um excelente ano para o Rock Alive.

Muitas bandas e pessoas contribuíram para isso, o que elevava ainda mais a vontade de continuar com o nosso trabalho. O reconhecimento foi tamanho, que ao longo do ano, bandas internacionais vieram até nós para serem divulgados no Brasil e fora dele. Esperamos que 2014, seja melhor que 2013 e que possamos evoluir sempre com o nosso trabalho.

See You Soon!

Marco Lopes: O ano começou muito bem para nós e com muito peso na cabeça. Cobrimos os shows de Krisiun e Torture Squad, shows que foram nossa motivação para alavancar este ano.

Acompanhamos diversas bandas ao longo do ano, desde as coberturas como as entrevistas “on lines”. Passamos por diversas vertentes musicas, do “Bom e velho Rock n’ Roll” ao “extremo” com os Trash’s e Death’s Metal’s.

O mais gratificante foram as surpresas, que ficaram por conta dos mais tradicionais, nos tirando sorrisos e vontade de voltar sempre aos shows e rever as bandas. Neste caso foram o pessoal do “Golpe de Estado”, que nos mostraram uma enorme simpatia e muito solícitos conosco. E é claro o show de André Matos com sua tour "The Turn Of The Lights", extremante perfeito e complexo, mas ao mesmo tempo simples e carismático, tornando o último evento da Rock Alive, muito satisfatório!

Mari Lima e Marco Lopes
See you in 2014!!!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Dark Tranquility concede entrevista ao The Ultimate Music

Fala galera, que acompanha o Rock Alive! Todos prontos para o Natal?

Então antes de comemorá-lo, confiram a entrevista que a banda Dark Tranquility concedeu ao The Ultimate  Music!

“Brasil, esperem pela destruição”

Contabilizando inigualáveis 25 anos de carreira, o Dark Tranquillity é um dos nomes mais respeitados dentro do concorrido cenário do metal europeu. Precursores da “New Wave of Swedish Death Metal", a banda traz uma sonoridade cada vez mais peculiar, agregando sempre novos elementos à sua música ora caótica, ora atmosférica.

Mikael Stanne (vocal), Niklas Sundin (guitarra), Martin Henriksson (guitarra), Anders Jivarp (bateria) e Martin Brändström (teclado) recentemente lançaram o poderoso álbum “Construct” e já estão na estrada promovendo este trabalho.

Batizada de "World Construct", a turnê desembarca no Brasil para única apresentação, no próximo dia 19 de janeiro, na Clash Club, em São Paulo, fazendo parte de uma rápida passagem pela América Latina. A nova excursão mundial tem sido um sucesso e os suecos tem evidenciado por que são os reis do famoso e revolucionário movimento “Gothenburg Sound”.

Em entrevista exclusiva, o guitarrista Niklas Sundin fala sobre a expectativa da banda em reencontrar os fãs brasileiros após quatro anos de sua estreia no país, uma análise interessante sobre a carreira do Dark Tranquillity, faz duras criticas ao cenário da música pesada na Suécia, entre outras curiosidades.

por Costábile Salzano Jr | The Ultimate Music – PR
colaboração Pedro Pirani

Após a confirmação do retorno do DT ao Brasil, os fãs ficaram muito contentes pela noticia. O que eles podem esperar desta nova performance pelo país?
Niklas Sundin: Estamos muito empolgados em retornar ao Brasil novamente. Os fãs podem esperar um show cheio de energia, paixão e intensidade, cobrindo a maior parte dos nossos álbuns.

O que você pode nos adiantar sobre o repertório a ser executado durante a tour pela América Latina?
Niklas Sundin: Para este álbum, não planejamos os setlists com antecedência, como fazíamos anteriormente, as decisões serão tomadas antes dos shows. Este é o jeito que mantemos as coisas mais interessantes, tanto para o público quanto para nós. Existem pessoas que nos acompanham em vários dos nossos shows e isso é bom porque não terão de escutar as mesmas músicas noite após noite. Nós acabamos de voltar para casa de uma tour pela Europa, então não tivemos tempo para discutir apropriadamente sobre planos para os shows da América Latina ainda, mas, com certeza haverá surpresas.

Com mais de 10 álbuns lançados e uma carreira irretocável, o que você pode nos revelar sobre a motivação e a determinação de gravar um novo material.
Niklas Sundin: Tentamos fazer o nosso melhor, colocando todo nosso tempo e energia no processo de criação das músicas da melhor maneira possível. Isso não significa que todo álbum seja melhor do que o anterior, não sou eu quem irá decidir, mas na minha opinião, todo álbum é simplesmente uma documentação do que a banda era naquela época. A principal motivação é basicamente a necessidade de ser criativo e a necessidade de nos desafiarmos em criar uma música a qual acreditamos que representará algo importante, o resto é secundário.

Você acredita que, após tantos anos de carreira, somente agora vocês chegaram ao verdadeiro som que o DT tanto almejou?
Niklas Sundin: Todo álbum é feito de uma perspectiva diferente, então é impossível para mim avalia-los. A personalidade musical da banda está em constante mudança. Quando escrevemos “Skydancer” tínhamos entre 16-17 anos e queríamos algo mais longo e altamente técnico. Enquanto que por exemplo em “Construct”, tínhamos o dobro de idade e uma perspectiva completamente diferente para a música. Assim como em qualquer aspecto da vida, a personalidade ou núcleo modifica com o tempo. Para algumas pessoas, nossa marca registrada é algo como “Punish my Heaven”, mas foi escrita há 20 anos atrás, isso demonstra um pequeno aspecto do DT.

O que você vê de diferente do seu primeiro álbum em relação ao "Construct"? Quais são as suas músicas preferidas?
Niklas Sundin: Eu realmente não tenho nenhuma música preferida do DT. Para mim, é muito difícil se referir quando estamos na posição de ouvinte. Nossa música tem se modificado ao longo dos anos, tomaria muito tempo para descrever todos os álbuns, e eu sempre achei que os músicos não eram as pessoas certas publicamente para analisar sua própria arte. Tomamos muitas direções diferentes para álbuns diferentes, às vezes, focamos em agressão e energia, às vezes, exploramos mais o aspecto atmosférico ou somente experimentar. No meu ponto de vista, nossa “progressão” não é linear de um ponto A ao B, mas somente uma miscelânea complicada de ideias diferentes.

Martin foi o responsável pela gravação do baixo em “Construct”, depois de muitos anos tocando apenas guitarra. Como surgiu esta decisão? Vocês pretendem adicionar um novo baixista para esta nova turnê mundial ou se manter na atual formação?
Niklas Sundin: Bem, foi claro que o nosso baixista queria naquele tempo focar em tocar guitarra, nós tivemos que chegar a uma solução, e como Martin é um baixista muito habilidoso e criativo, foi uma escolha óbvia. E também não faria muito sentido gastar tanto tempo escrevendo canções para apenas contratar um baixista para gravar algumas músicas. Preferimos “Manter a Família” e, naquele ponto, queríamos ficar em 5. O futuro ainda está em branco.

Nos últimos anos, a cena do rock/metal passou por um período um pouco fraco, principalmente em termos de criatividade. Quais bandas te chamaram a atenção recentemente?
Niklas Sundin: Não concordo muito com a sua afirmação. Acredito que todos os gêneros de música sempre tiveram uma falta de criatividade, mas não especificamente este momento. Nunca houve uma época de ouro do metal. Muitas das bandas sempre foram ruins. Eu acredito que existam várias coisas interessantes e experimentais acontecendo no metal mundial agora, especialmente comparadas há dez anos atrás. Não escuto muita música enquanto estamos em tour, mas algumas bandas que me impressionaram recentemente foram Deafheaven (EUA) e Wintergatan (SUE).

Na minha opinião, a Suécia é o país mais importante do cenário do metal atual. A “New Wave of Swedish Death Metal" liderada por In Flames, Dark Tranquility, Hypocrisy, Soilwork and At the Gates continua influenciando diversas bandas pelo mundo inteiro. Como você analisa esta questão?
Niklas Sundin: Esta é uma boa pergunta! É difícil dar uma resposta concreta… primeiro de tudo é difícil de ter uma forte opinião de algo que eu tenha feito parte por tanto tempo, Na verdade, nunca me senti confortável com esse “melodic death metal” ou “new wave of swedish death metal” ou qualquer outro nome... Não tenho uma opinião sobre essas coisas desde 1996. Para mim, cenários não são muito importantes, a única divisão que preciso fazer é entre música boa ou ruim. As bandas que você mencionou tem feito bons álbuns, mas no todo, não creio que a Suécia tenha as melhores bandas. Existem muitos músicos qualificados aqui, mas a música na maioria da vezes não é muito interessante para mim.

Você consegue qualificar os pontos altos e baixos da carreira do DT?
Niklas Sundin: Esta é outra pergunta difícil de se responder. Acredito que não exista destaques específicos. O que nos realmente importa é o fato de que conseguimos manter a banda por tanto tempo e que ainda fazemos músicas relevantes. Quanto aos pontos fracos, não consigo pensar em nenhuma catástrofe. Já tivemos equipamentos foram roubados, tivemos turnês canceladas, mas isso acontece com todas bandas que estão na estrada por muito tempo. Por outro lado, não podemos reclamar.

O que 2014 reserva para o DT?
Niklas Sundin: Toneladas e mais toneladas de shows e algum tipo de novos lançamentos!

The Ultimate Music – PR agradece pela entrevista. Por favor, envie uma mensagem aos fãs brasileiros que tanto anseiam por ver o DT em cena.
Niklas Sundin: Eu é quem agradeço pela entrevista. Estamos realmente ansiosos em tocar no Brasil novamente. Esperem pela destruição! Nos vemos lá!

Confira abaixo algumas faixas de “Construct” e o trailer do álbum, disponíveis no YouTube:

Links relacionados:

Serviço São Paulo
Divulgação
Rock Brigade Concerts e Showmaster apresentam Dark Tranquillity – Brazilian Construct 2014
Data: 19 de janeiro de 2014 – domingo
Horário: 18h
Local: Clash Club
End: R. Barra Funda, 969 – próximo ao Metrô Palmeiras–Barra Funda
Censura: 16 anos
Ingressos: Ticket Brasil e pontos autorizados
Pista 2º Lote (meia-entrada): R$ 80,00 + TAXA
Pista 2º Lote (promocional): R$ 90,00 + TAXA
Camarote (meia-entrada): R$ 140,00
Camarote (promocional): R$ 160,00
Imprensa: press@theultimatemusic.com | 11 9 6419.7206